quarta-feira, outubro 24, 2007


Ando meio cansado de pessoas que escondem-se sob fotos de corpo (somente) ou em pseudônimos convencionais ou sob segredinhos fúteis. Me cansam também as pessoas que num primeiro encontro já juram amor eterno, já querem olhos nos olhos, já desejam toda a verdade.
Conheci um engenheiro bem interessante, mas do segundo grupo: eu descobri a vida dele em 30 minutos. E, sinceramente, não havia nada de interessante nela. Pra piorar a minha sina de querer parecer boa gente pra todo mundo fez com que eu recebesse um e-mail bem explicadinho de com o caminho das pedras e alguns telefonemas em que eu devo ter dito "tudo bem" zilhões de vezes. Saí dessa pra cair na do jovenzinho do supermercado com seu afeto incontido, ou seja, a mesmíssima coisa!
Sigo minha trilha sozinho. Com a mesma intolerância de antes, talvez um pouco mais cansado.

Textinho antigo do Orkut


Sempre em frente, não temos tempo a perder...” Começo dizendo que sou o cara nascido em 1979, que traz a infância no bolso, para passá-la, vez ou outra, por entre os dedos e sentir a aspereza doce dos sonhos que acalentei. Acordo e durmo todo dia e, neste intervalo, preencho minha existência com pílulas de (real)idade, receitadas pelo Dr. Destino. Não acredito em pecado e creio em justiça. Temo relâmpagos, mas enfrento noites solitárias numa boa. Aprendo com facilidade, não sou de recorrer no erro. Tenho cultivado a paciência; uma conquista! Entendo que ouvir (realmente) às pessoas que amo, pode ser difícil e, por isso, deve ser um exercício diário. Perco-me nas ruas , nos desejos, nos pensamentos... Sorrio e converso só. Vitimo quem está a meu lado cantando sem ritmo ou afinação. Crio estratégias para burlar a rotina. Quando não nos damos conta do que somos, há a certeza de uma vida sem sentido. Sei quem sou, sei o que quero. “... Temos todo o tempo do mundo”