sábado, abril 07, 2007

Clássico não é clichê

(texto da época da facul... Que saudade de estudar!)




Acredito que "clássico" não pode ser considerado como padrão a fim de moldar a literatura, porque para ser arte esta deve preservar o caráter múltiplo e diverso; tampouco devemos conceber o conceito de clássico como o centrifugismo, o superficialismo, o clichê, pois estaremos fadados a enterrar vivas as grandes obras artísticas da humanidade.


O problema com o termo "clássico" é que cada literato apresenta uma definição diferente, no entanto, há um consenso entre estudiosos, filósofos e pensadores que dão o cunho de tradição a este. Pensemos aqui, tradição como guia, não como norma. O mais interessante disso é que, se analisarmos as diferentes concepções sobre obras clássicas há uma magia que as envolve e faz-nos refletir sobre como uma obra brasileira pode ser estudada na França, por exemplo, com o mesmo afinco que é analisada no país de origem ou, ainda, como escritores tão diferentes podem entrar no rol acadêmico com a mesma força, apesar de tão distintos.


São, sem dúvida, obras que foram grandemente lidas ou revisitadas, imitadas, porém nunca superadas. Para mim, clássico é força inesgotável que uma obra ou um autor liberam trazendo consigo atemporariedade e universalidade.


Antes de terminar, quero falar que, literatura clássica não pode ser inútil nem covarde. Se há críticos que teimam em estreitar o conceito de clássico à obras centenárias, quero dizer que clássico é como Barthes proferia: "o que cala fundo n'alma". São clássicos os escritos que comovem, despertam, educam e humanizam.




P.S.: Como tô relendo toda a obra do Caio, ele é clássico pra mim.




P.S. 2: Nota do professor Richard: "Tuas palavras demonstram um profundo amor pela matéria escrita. Escreves muito bem, com destreza e aguçado senso crítico. Gostei de tudo!"
.
.
.

Um comentário:

Marione Castro disse...

Aie! Eu tbm toh com saudade de estudar!!! bjaum